Revista Mercado Edição 41
Eco Instituto é o primeiro a medir CO2 em Uberlândia
POR Karen Cardoso (Serifa)

Números de emissão de CO2 no Brasil preocupam e Instituto busca maneiras de estudar e minimizar a poluição
Em relação a outros países, como os Estados Unidos, que são responsáveis por 21% das emissões mundiais, totalizando 5,9 bilhões de toneladas, os números do Brasil parecem insignificantes (1,3% das emissões), mas a preocupação com esse tipo de poluição é grande, afinal, mesmo sendo baixa quando comparada a países mais poluidores, essa prática é prejudicial à saúde de todo o planeta.
Para minimizar essa realidade, a tecnologia se torna aliada à nova mentalidade de preservação do planeta. E o Eco Instituto, ligado à Fiemg Regional Vale do Paranaíba, é o primeiro a trazer para Uberlândia uma maneira de medir a emissão de CO2 de empresas, dos veículos automotores e até de residências, através do Ecosensor. “A concentração de CO2 e outros efluentes gasosos interfere diretamente na qualidade de vida das pessoas e, consequentemente, na produtividade e nos processos. Com o Ecosensor é possível coletar dados precisos e informar empresas, governos, enfim, os responsáveis pelos espaços públicos ou privados sobre a qualidade do nosso ar e solucionar os problemas advindos dessa realidade. Quando concebemos o projeto, pensamos na melhoria da qualidade de vida e das condições de trabalho das pessoas”, conta a Gerente do Eco Instituto, Daniela Dias.
As consequências da má qualidade do ar na saúde humana
Em ambientes com grandes concentrações de CO2 e baixa umidade do ar, sintomas como dores de cabeça, falta de concentração e sonolência são comuns entre as pessoas que ocupam o espaço. Reações metabólicas importantes também podem ser observadas e é por isso que o monitoramento da qualidade do ar é indispensável à saúde, tornando-se um diferencial competitivo para empresas que produzem ou prestam serviços, especialmente aquelas que concentram pessoas em seus prédios, como academias, escolas, agências bancárias, shoppings, entre outras.
Como funciona
O Ecosensor é um projeto que utiliza componentes eletrônicos de baixo custo que trabalharão em um determinado espaço medindo a concentração de CO2, temperatura e umidade em ambientes que antes não eram controlados. Inicialmente, o hardware do projeto está configurado para controlar a qualidade do ar, mas pode ser modificado e captar outros gases, o que aumentará, assim, a sua aplicabilidade.
De acordo com um dos engenheiros responsáveis pela equipe técnica do projeto, Roberto Sugayama, o sensor pode ser utilizado para monitorar ambientes fechados, chaminés de indústrias, automóveis e até fazendas com criação de gado. “O desejo é que com esses números, que obtemos a cada 10 segundos, mostremos a realidade para que a emissão seja diminuída a cada momento, seja através de ações da própria empresa que utiliza a medição, como também da população e de órgãos do governo competentes”, afirma.
Site em funcionamento
O Eco Instituto já está com o medidor em funcionamento. De tempo em tempo os valores são atualizados, mantendo qualquer um informado das emissões de CO2 do prédio da Fiemg Regional Vale do Paranaíba, onde estão instalados os sensores. Para conhecer os números, basta acessar o site http://www.inderc.org.br/co2/.
Os empresários – e até mesmo a população – que tiverem interesse em saber mais e implantar o projeto Ecoescolha devem entrar em contato com o Eco Instituto através do telefone (34) 3230-5232 ou pelo email projetos@cintap.com.br.
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Este espaço se reserva a notícias e/ou projetos socioambientais. O conteúdo aqui publicado é de responsabilidade do CINTAP, através do Eco Instituto INDERC, mas está aberto também para outras pessoas, empresas ou instituições que queiram divulgar assuntos pertinentes ao seu propósito. Informações com Daniela Dias, gerente de Projetos do Eco Instituto INDERC, através do telefone 34 3230 5200 ou do e-mail projetos@cintap.com.br. Acesse: www.inderc.org.br e siga: www.twitter.com/cintap2010 – www.twitter.com/ecoinstituto

















