Revista Mercado Edição 42
Rango
POR Kelson Venâncio

Assista ao trailer dublado

Já começo esta crítica afirmando: “Rango, definitivamente, entra na minha lista de melhores filmes!”
Explico o porquê.
Já sabemos que muitas animações são melhores que filmes de “carne e osso”. E isso vem se tornando tão comum no cinema, que até mesmo no Oscar, nos dois últimos anos, sempre tem uma animação indicada entre os melhores filmes. Foi assim com Up-Altas Aventuras e com Toy Story 3. E tomara que Rango faça parte da lista no próximo ano, pois é uma ótima produção.
O filme conta a história de um camaleão da cidade grande que vai parar, após um acidente, em pleno velho oeste, na cidade de Poeira, no deserto do Mojave, na Califórnia. De uma hora para outra, sua rotina de animal de estimação muda radicalmente e agora ele precisa deixar a vida “camuflada” para enfrentar os perigos existentes no mundo real, vivenciando a experiência de fazer amigos, conhecer inimigos e, até, quem sabe, se tornar um herói.
Essa simples história é contada de forma magistral e homenageia um dos gêneros mais explorados de todos os tempos no cinema: o western. E justamente por isso, Rango não agrada apenas a criançada. Os adultos, especialmente os mais velhos, com certeza vão gostar mais que os pequenos. Principalmente pelas ótimas aventuras de faroeste que o filme tem. É para nos fazer lembrar dos grandes sucessos, das perseguições, das cavalarias, dos assaltos, xerifes, vilões e, claro, dos duelos em que o destino é matar ou morrer, sendo que o mais rápido no gatilho sobrevive.
Mas, além de todos esses ingredientes, a animação tem ótimas e inteligentes piadas que nos fazem rir sem exageros. Tem uma edição sonora fantástica, especialmente na cena em que o camaleão entra em um bar cheio de personagens que dão medo. O silêncio no local se mistura a pequenos sons que nos passam a tensão do lugar, como o ventilador de teto que gira devagar, fazendo um barulho de “enferrujado”. É também cheio de personagens diferentes e interessantíssimos, que mesmo sendo muitos, ficam na memória por causa de suas características marcantes.
Mas, para completar, quero aqui elogiar imensamente o trabalho de dublagem feito em Rango. É claro que no original o sotaque dos personagens deve ter sido meio “country”, de cowboy (não vi nesse formato), mas na versão brasileira a ideia de trazer isso para os nossos costumes e colocar um sotaque caipira foi muito proveitosa. Resgata o homem simples, do campo, e seu jeitinho interessante de falar. Parabéns a todos os dubladores do filme.
A meu ver, Luciano Huck deveria assistir Rango centenas de vezes antes de dublar uma animação (Enrolados).
Ficha Técnica
Título original: (Rango)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Gore Verbinski
Atores: Johnny Depp, Abigail Breslin, Ned Beatty, Alfred Molina
Duração: 107 min
Gênero: animação
Status: em cartaz

















