Ponto de Vista

Revista Mercado Edição 36 - novembro 2010

Ponto de Vista

Eleições 2010

Com a palavra o G7*. Decorridas as eleições de 2010, o resultado das urnas deu Dilma Roussef (PT) para presidente do Brasil e Antônio Anastasia (PSDB) para governador do estado de Minas Gerais. Mais uma vez se repete o cenário dos últimos oito anos para o povo mineiro: o PT à frente do governo federal e o PSDB no governo de Minas. Porém, agora mudaram as lideranças, respectivamente, com Dilma e Anastasia como mandatários.
A questão é como cada um dos membros do G7 (*) avalia essa situação. O que os mineiros devem esperar diante deste cenário que se instalou e que deve permanecer pelo menos nos próximos quatro anos?
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Para nós, da ACIUB, o resultado das últimas eleições para Presidente da República e Governador não muda nada. Quem vai ocupar a Presidência a partir de 2011 – Dilma Rousseff – já demonstrou que respeita os princípios republicanos e governará para o povo brasileiro. O governador de Minas – Antônio Anastasia – é um democrata que respeita a hierarquia dos poderes e, como todo mineiro, cultiva o sentimento da liberdade com responsabilidade. Continuaremos a cobrar as reformas necessárias para o progresso do Brasil, entre as quais a Política, a Tributária, a Trabalhista e a Administrativa, com desburocratização.
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O desafio está à prova mais uma vez, porém acreditamos que nossas lideranças saberão administrar politicamente essa questão a partir das potencialidades de Minas.
Nosso estado – maduro em suas posições políticas e com representatividades autênticas no congresso, a exemplo do senador eleito Aécio Neves -, juntamente com a bancada mineira na Câmara Federal, saberá construir relacionamentos e composições estratégicas que permitirão a promoção de medidas necessárias para atrair para o estado de Minas soluções de sustentação e de crescimento de nossa economia.
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Vemos com muita tranquilidade a eleição da presidente Dilma e do governador Anastasia. A presidente, mineira que é, não vai penalizar ou fechar as portas para seu estado, e acreditamos que para nenhum outro, já que o país democraticamente mostrou isso na urna ao votar em partidos distintos.
No governo federal, esperamos que realmente as reformas estruturantes aconteçam, pois o país tem diversas questões importantes e relevantes que necessitam de soluções que nos permitam ter condições de continuar evoluindo, como é o caso da reforma trabalhista – desde que seja moderna e inteligente na questão das terceirizações e dos acordos coletivos e que deixe a questão da carga horária para ser negociada e não imposta, que a reforma tributária minimize a informalidade e traga condições para que todos paguem impostos com menores valores. Também esperamos que haja investimentos na infraestrutura, focados no crescimento sustentável, como transporte coletivo das massas, metrô, barcos, enfim, tudo que traga menores custos e maiores fluxos de pessoas.
No governo estadual, esperamos que a luta para acabar com a guerra fiscal seja vencida e que a nossa região, que hoje é considerada rica, possa manter o crescimento e os investimentos regionais, pois riqueza gera riqueza, e se somos geradores de riquezas para Minas, que continuemos a fazer isso apoiados pelo governador Anastasia. Além disso, queremos que o governo continue compreendendo nossas demandas diversas, como melhores condições socioeconômicas, de infraestrutura, saúde e educação.
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O cenário pós-eleitoral, em especial no que é pertinente ao estado de Minas Gerais e ao Governo Federal, reflete fielmente os últimos oito anos, culminando com as vitórias dos candidatos apoiados pelos líderes políticos Aécio Neves e Luiz Inácio Lula da Silva. Não obstante a divergência partidária, acreditamos que Minas Gerais é tão importante para o Brasil que seria falível qualquer postura política de isolamento ou retaliação. Por isso, acreditamos que, como aconteceu nestes últimos anos, os investimentos devem continuar em nosso estado, mesmo porque tanto a presidente Dilma Roussef quanto o governador Antônio Anastasia iniciam uma caminhada de solidificação como futuros grandes líderes políticos e para tanto só o trabalho pode elevá-los a este patamar. Não temos dúvidas de que caminharão juntos, respeitando obviamente suas diferenças ideológicas.