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Revista Mercado Edição 44

Quer tranquilidade e qualidade de vida no futuro? Planeje sua aposentadoria

Por George Lucas Furini

A previdência privada protege o patrimônio com foco no longo prazo, e pode render bem na comparação com investimentos tradicionais

Como a maioria das pessoas, você poderá receber após a vida ativa um benefício oficial e público… a aposentadoria do INSS. No entanto, esse benefício não oferece perspectivas muito boas. A razão é bem simples: a PEA (População Economicamente Ativa) não cresce, no mundo todo, mais que o envelhecimento da população. Dessa forma, o Brasil enfrenta, há alguns anos, um sério problema: a diferença entre o que deve ser pago aos aposentados e o que é arrecadado pela Previdência Social. Isso representa um sério problema de caixa para o governo, uma vez que essa diferença já chega a patamares de alguns bilhões de reais ao ano, o que pode inviabilizar o sistema em pouco tempo.
A fim de lidar com esse problema social, muitos trabalhadores recorrem à Previdência Complementar, também chamada de Previdência Privada, como uma forma de garantir a manutenção do seu padrão social e qualidade de vida. Entretanto, apesar de ser uma das aplicações mais populares, poucos são os poupadores que analisam quais os benefícios e os custos envolvidos nesse tipo de aplicação.
O histórico de rentabilidade e taxas é fundamental para escolher um plano de previdência privada, mas também deve ficar no radar de quem já tem previdência privada e não está satisfeito com os resultados. Isso porque, com a portabilidade, fica fácil migrar para opções mais vantajosas para o seu bolso. Não faltam exemplos de planos que superam o rendimento de outras aplicações que ainda ficam sujeitas a outras taxas e tributos.
Indo adiante, todo o recurso arrecadado pode ser transferido entre as instituições através de um corretor de seguros, que também cuida das obrigações burocráticas. Comparar as alternativas é o segredo. Especialistas em seguros recomendam que o cliente peça comparativos que levem em conta não apenas a rentabilidade, mas também as taxas envolvidas para avaliar o resultado líquido. Taxas de administração e carregamento podem prejudicar o desempenho se não forem bem avaliadas na contratação.
Fique atento a Planos de Previdências que cobram taxa de carregamento abusivas. Atualmente, o mercado apresenta Instituições sérias que oferecem previdências privadas sem taxas de carregamento. E o resultado final de um comparativo pode ser assustador. Vamos supor uma previdência A com um montante de R$ 20.000,00, aportes mensais de R$ 700,00 e uma taxa de carregamento de 5%, e uma previdência X com os mesmos montantes e aportes, porém sem taxa de carregamento, sendo que ambas apresentam uma rentabilidade média de 12% ao ano. Ao final de 25 anos, a diferença de capital acumulado entre elas é próxima de 60.000,00 a favor da última (o gráfico abaixo demonstra essa discrepância).
Há, ainda, a possibilidade de tributar o plano de previdência pela tabela regressiva, em que o Imposto de Renda pode cair para até 10% de acordo com a duração da aplicação. Contra um fundo convencional, uma das principais vantagens do plano de previdência é a inexistência de come-cotas, imposto cobrado duas vezes ao ano independentemente do resgate do saldo.

Taxa de carregamento – percentual incidente sobre os aportes pagos. Por exemplo: se você contribui com R$ 100,00 por mês e sua previdência apresenta uma taxa de carregamento de 5%, na verdade você contribui com apenas R$ 95,00.
Taxa de administração – cobrada pela administração dos recursos sobre o capital total – incluindo os rendimentos. Muito cuidado com essa taxa, pois ela pode reduzir – e muito – o valor da sua poupança.