Revista Mercado Edição 40
EUA quer ampliar cooperação e comércio com o Brasil
DA Redação
Essa afirmação foi feita pelo próprio presidente americano, Barack Obama, a 400 empresários brasileiros e norte-americanos durante a Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado, 19 de março, que o seu país está disposto a fortalecer a cooperação econômica e ampliar o comércio com o Brasil. “A possibilidade de vender mais produtos e serviços para um mercado que cresce como o Brasil significa criar empregos nos Estados Unidos”, afirmou Obama, em discurso para cerca de 400 empresários brasileiros e norte-americanos durante a Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos. O evento, realizado no Centro de Convenções Brasil 21, foi organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos e a Câmara Americana de Comércio (Amcham).
Segundo Obama, a cada US$ 1 bilhão de exportações são criados 5 mil empregos para os norte-americanos. Mas o presidente dos Estados Unidos destacou que o Brasil também terá vantagens com o aumento do comércio bilateral. “É uma via de mão dupla, que também criará mais oportunidades para o Brasil. ”Ele elogiou a capacidade empreendedora dos brasileiros e lembrou que o fato de o país ser uma democracia estável e uma economia que se destaca no cenário internacional estimula os investimentos e favorece as parcerias com os Estados Unidos.

Obama, durante discurso para 400 empresários brasileiros e norte-americanos, disse que o Brasil está se tornando um modelo para o mundo em que, a exemplo dos Estados Unidos, todos os sonhos são possíveis
No discurso que durou 18 minutos, Obama disse que os acordos assinados com a presidente Dilma Rousseff antes da cúpula empresarial ampliam a cooperação e reafirmam a disposição dos dois países de remover as barreiras ao comércio e aos investimentos. Ele destacou que os norte-americanos têm interesse em ser parceiros do Brasil na exploração do pré-sal. “Os Estados Unidos podem ajudar fornecendo tecnologia e, depois, comprando petróleo”. Obama disse que os dois países também podem formar parcerias para a produção de energia renovável. Outra área de interesse é a infra-estrutura e a participação nas obras necessárias para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Para o presidente dos Estados Unidos, o Brasil deixou de ser o país do futuro. “O futuro já chegou”, destacou. Ele acrescentou que o Brasil está se tornando um modelo para o mundo em que, a exemplo dos Estados Unidos, todos os sonhos são possíveis e podem se transformar em realidade. “A democracia ainda é o maior parceiro do progresso e, juntos, podemos realizar o sonho americano”, concluiu Obama.
Antes do discurso do presidente dos Estados Unidos, o presidente da seção americana do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, John Faraci, defendeu uma parceria comercial entre os dois países. “A visita do presidente Obama demonstra o valor que os Estados Unidos dão ao Brasil. Esperamos que ela seja o início de uma parceria comercial entre os dois países”, declarou Faraci.
CNI vê em acordo com EUA caminho na solução de pendências bilaterais
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, viu na criação da Comissão Brasil-Estados Unidos para Relações Econômicas e Comerciais, um dos dez acordos firmados entre os dois países neste sábado, 19.03, um instrumento importante na solução de pendências bilaterais.
“Este acordo vai permitir, de forma acertada, firme, que se resolvam questões para evitar a bitributação e barreiras técnicas e sanitárias no comércio bilateral”, afirmou o presidente da CNI.

O presidente da CNI, Robson de Andrade, disse que “Este acordo vai permitir, de forma acertada, firme, que se resolvam questões para evitar a bitributação e barreiras técnicas e sanitárias no comércio bilateral”
A declaração foi dada no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília, logo após o presidente norte-americano Barack Obama haver encerrado a Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos, promovida pela CNI, Câmara Americana de Comércio e Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos.
Robson Braga de Andrade disse que a participação de Obama na Cúpula Empresarial “é uma sinalização clara de que os Estados Unidos vêem o Brasil hoje como um grande aliado, não só econômico, como também político”.
Diante do destaque dado pelo presidente americano às exportações dos EUA para o Brasil, o presidente da CNI ressaltou ser preciso reverter o déficit da balança comercial bilateral, que atingiu US$ 8 bilhões em 2010 e pode quase dobrar este ano. “Nossa missão, como empresários brasileiros, é mudar este perfil”, assinalou.
















