Revista Mercado Edição 40 - março 2011

Enfim o asfalto poroso contra enchentes

É perceptível a diferença entre o asfalto poroso e o comum, e a capacidade de absorção também

Não há dúvidas de que um dos agravantes das enchentes nas grandes cidades é a impermeabilização do solo. Há anos, a Universidade de São Paulo anuncia o desenvolvimento de um asfalto que permite absorção de água das chuvas.
Chamado de CPA – Camada Porosa do Asfalto – esse piso já foi aplicado em parte do estacionamento do campus da USP.
O asfalto permeável é constituído de camadas. A parte mais superficial, a pista, é composta de pequenas pedras ligadas ao asfalto. Mais internamente, aparece uma camada grossa com pedras grandes, que abrem espaços de 25% na camada para que a água, vazada das pequenas pedras, fique armazenada. Após algumas horas, a água da chuva é sugada por um sistema de drenagem e se encaminha para as galerias pluviais.
Esta técnica, que pode minimizar ou até acabar com as consequências negativas geradas pelas enchentes, tem apenas um malefício: “pesa no bolso” dos governos. A instalação de todo o sistema custa 25% a mais do que o asfalto comum. Só que o gasto com a recuperação dos bairros e comunidades destruídos pelas chuvas é muito maior. Sem contar o valor inestimável da vida.