Editorial

Revista Mercado Edição 48 - dezembro 2011

Editorial

Adeus ano velho, com “V” maiúsculo

A chegada do ano novo está próxima e o 2011 que já chega ao fim, acredito, irá entrar para a história pela quantidade de fatos marcantes ocorridos ao longo dos 12 meses. Foram muitos os acontecimentos de grande repercussão e importância tanto no campo da Política como da Economia e no Social. Só para relembrar alguns, vejamos…
Em 1º de janeiro, Dilma Rousseff foi empossada como a primeira presidente mulher do Brasil; esse fato foi de repercussão internacional e mostrou um grande passo rumo à igualdade entre os sexos. Aliás, o ano de Dilma também foi marcado com o discurso dela na ONU, na Assembleia Geral, que ocorreu no dia 21 de setembro, em Nova Iorque. Nesse lugar e data, a presidente entrou para a história como a primeira mulher a fazer o pronunciamento de inauguração do evento. Mas a política brasileira não viveu em 2011 momentos só de glória. Ao longo do ano, uma onda de revelações sobre ministros envolvidos em esquemas de corrupção abalaram o cenário nacional, fazendo com que muitos perdessem os cargos. Incluem-se nessa lista de ministros despedidos ou que entregaram o cargo Antônio Palocci, Orlando Silva, Pedro Novais, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi, Carlos Lupi e Nelson Jobim (único que não estava envolvido em denúncias de corrupção).
Infelizmente o ano irá ficar na história ainda por conta de alguns acidentes ambientais. O primeiro e que chocou todo o planeta aconteceu no Japão, em 11 de março. Nesse dia, um terremoto de 8,9 graus, o 7º maior da história, abalou o Pacífico, atingindo o Japão e arredores. Formou-se uma imensa onda e um tsunami devastou grande parte da costa noroeste do Japão; as cenas chocaram o mundo, que viu áreas serem destruídas em segundos pela força das águas. Em adição a todo o desastre natural, somou-se um acidente na Usina Nuclear de Fukushima, em que uma série de falhas em equipamentos de segurança e lançamentos de materiais radioativos na Central Nuclear de Fukushima I ocorreram em consequência dos danos causados pelo sismo e o tsunami. Muitas pessoas, alimentos e águas foram contaminados com resíduos radioativos da usina. Depois, em novembro, ocorreu também um grave vazamento de petróleo na Bacia de Campos (Rio de Janeiro), nos poços de exploração da empresa americana Chevron. O Acidente serviu de alerta para que o Ministério do Meio Ambiente revisse a multa por danos ambientais, e para o Governo ser mais exigente ao ceder Licitações para empresas estrangeiras.
No campo social, três mortes marcaram o ano: duas delas muito comemoradas e outra lamentada. Em maio, no dia 1º, foi morto, no Paquistão, o terrorista Osama Bin Laden. Líder da Al – Qaeda, ele era uma das figuras mais controversas do mundo árabe e responsável pelo maior atentado da história da humanidade. Em 20 de outubro, na Líbia, o ditador Muammar kadafi foi capturado e morto, após 42 anos no poder. Também em outubro, só que no dia 5, o mundo inteiro lamentou a morte de Steve Jobs, aos 56 anos, criador e visionário da Apple, que deixou como legado a visão simplista imposta no mercado de tecnologia e os revolucionários iPad, iPhone e iPod. Há de se considerar, ainda, como perdas lamentáveis a do ex-vice-presidente da República, José de Alencar, em 29 de março, e do ex-jogador Sócrates, do Corinthians e Seleção Brasileira, isso no dia 4 de dezembro.
No campo da economia, 2011 ficou marcado pela crise na Zona do Euro que, como num reflexo da crise econômica que afetou a economia dos Estados Unidos em 2008, combinado com as particularidades da União Europeia, levou a Europa a enfrentar uma grave situação econômica. Grécia, Itália, Irlanda, Portugal e cada vez mais países foram declarando incapacidade de arcar com suas dívidas externas e gastos internos.
Enfim, 2011 foi recheado de fatos marcantes, seria preciso muito espaço para citar todos. Teve a enchente na Região Serrana do Rio (12/1), com mais de 900 mortos e quase 30 mil pessoas sem casa; após trinta anos no poder, Hosni Mubarak renunciou no Egito (11/2); Ronaldo (fenômeno) anunciou a sua aposentadoria (14/2); atirador invadiu escola em Realengo, no Rio, e mata 12 crianças (7/4); na Inglaterra, aconteceu o casamento do Príncipe William com Kate Middleton (29/4); foi registrado o primeiro casamento civil gay do Brasil (28/6); o Atlantis encerrou a última missão de um ônibus espacial da NASA (21/7); aos 27 anos, morreu, na Inglaterra, a controversa cantora Amy Winehouse (23/7); e Miguel Nicolelis anunciou descoberta do ‘tato artificial’ (5/10); entre tantos outros.
Diante de tantos fatos, e de outros que não foi possível citar, 2011 é um ano que tem tudo para ficar na história.

Evaldo Pighini
Editor