Economia

Revista Mercado Edição 35 - outubro 2010

Sebrae terá quase R$ 800 mi para micro e pequenas empresas

POR Evaldo Pighini com Agência Brasil

O dinheiro será destinado a projetos de inovação e estará disponível a partir de janeiro

A partir de janeiro, as micro e pequenas empresas dispostas a investir em inovação contarão com R$ 787 milhões do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O dinheiro é para subsidiar projetos que incentivem a competitividade e o desenvolvimento sustentável das empresas, reduzindo desperdícios, aumentando a produtividade e a segurança dos funcionários.
Segundo o Sebrae, o programa atuará em cinco linhas: serviço tecnológico básico para empresas que estão começando e precisam fazer mudanças em seu processo; serviço tecnológico avançado para empresas que precisam de um trabalho mais detalhado; o Sebraetec Inovação, que vai às empresas prestar consultoria para resolver os gargalos de inovação; o Sebraetec Inova, específico para empresas que pretendem desenvolver produtos novos; e a Indicação Geográfica, para empresas que possuem produtos regionais que, por serem exclusivos, agregam valor.
A meta do programa é atingir 48 mil empreendimentos em três anos. As linhas de serviços tecnológicos básicos e avançados podem ser usadas automaticamente. As demais terão três editais, que serão lançados a partir de janeiro. Os subsídios vão de R$ 5 mil a R$ 300 mil.

O presidente do Sebrae, Paulo Okamoto, diz que é preciso criar uma base forte de micro e pequenas empresas e, para isso, é preciso que haja a cultura da inovação

O presidente do Sebrae, Paulo Okamoto, afirmou que o objetivo principal do programa é fazer com que as empresas brasileiras passem a ter a cultura da inovação. “Nós precisamos construir produtos e serviços para atender tanto à demanda do mercado interno quanto do externo. Só vamos fazer isso se criarmos esse espírito no nosso setor empresarial”.
Para Okamoto, é preciso criar uma base forte de micro em pequenas empresas. “Nós passamos um bom tempo sem o país crescer, então as pessoas tinham seu negócio e não tinham concorrência. Agora, com o país crescendo e aberto, é preciso empresas competitivas”.
De acordo com o presidente do Sebrae, a cultura da inovação permite que as empresas criem produtos e serviços que atendam a população e podem ser exportados. “Assim podem comprar novas máquinas e deixam de ser micro ou pequenas empresas e passam a ser grandes, gerando maior número de empregos”, disse.
Para ter acesso aos programas, o empresário pode procurar um balcão do Sebrae (são mais de 800 em todo o país), consultar o site da entidade ou solicitar uma visita de um agente local de inovação.