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Revista Mercado Edição 55 - março 2013

Sérgio Tannús é o Industrial do Ano em Uberlândia

Por Evaldo Pighini e Suzana Arantes

Discreto é o adjetivo que melhor define o engenheiro Sérgio Tannús, que há cerca de 20 anos iniciou uma trajetória de sucesso como empresário da Construção Civil e que culminou na criação da Conel, empresa que, de tijolo em tijolo, conquistou mercado em Uberlândia, Minas e por todo o Brasil

No dicionário, o adjetivo discreto significa “reservado, prudente, modesto, sem alarde”. Em se tratando do empresário da Construção Civil Sérgio Henrique Feres Tannús, essa é a palavra ideal para identificar a principal característica da sua personalidade, ele que foi agraciado recentemente pela Fiemg Regional Vale do Paranaíba com o título de Industrial do Ano 2012 de Uberlândia. Tannús é engenheiro e sócio-presidente da Conel Construtora, empresa genuinamente uberlandense, mas com atuação além das fronteiras do município, por todo o território nacional, e que, em 2011, administrou a execução e estruturação de obras em parceria ou isoladamente, totalizando um valor superior a R$ 300 milhões.

Neto e filho de libaneses, casado e pai de dois filhos, Sérgio Tannús nasceu em Uberlândia, assim como a empresa que administra juntamente com os dois sócios – Agnaldo Carneiro de Mendonça e Sérgio Guimarães Rezende. A Conel, que está no mercado da construção há mais de duas décadas, nasceu dentro da universidade, quando Sérgio Tannús ainda era estudante. O discreto engenheiro e empresário sempre demonstrou um gosto especial pela área de exatas, tendo, por consequência, se graduado em Engenharia Civil e em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). O trio se conheceu na universidade e de lá para cá foram muitas obras, lições, aprendizados e conquistas, até que o negócio se tornasse o que é hoje, uma empresa que se destaca entre as grandes do estado de Minas Gerais. Tannús ocupa atualmente o cargo de diretor-presidente da empresa.

A Conel é uma empresa que atua em diferentes áreas da construção civil com atividades em empreendimentos comerciais, industriais, residenciais, de telecomunicação, termelétricas, shopping centers, entre outras. Mas os negócios do empresário não se restringem à construção civil, englobando ainda outras A atividades, como nos setores da pecuária e financeiro.

Além de discreto, Tannús também demonstra sensatez e cautela quando o assunto é administração, primando pela adequação de custos, busca por inovação, atualização constante dos negócios e ética, fatores que culminaram com o avanço e o crescimento acelerado da Conel. “Empreender é ver oportunidades nos problemas, para empregar soluções e revolucionar o meio onde se atua”, costuma dizer o empresário.

Apesar de estar sediada em Uberlândia, a maioria dos colaboradores da Conel estão distribuídos pelos vários empreendimentos que a empresa mantém espalhados pelo país, principalmente pelas regiões Sudeste e Centro-oeste, locais onde estão em andamento e no pipeline mais de 20 obras. Atualmente, entre profissionais administrativos, mestres de obras, engenheiros e arquitetos, entre outros, são cerca de 1.000 empregos diretos e indiretos. Porém, esse número pode variar conforme quantidade, tamanho e prazo de entrega das obras. “A contratação de pessoal está ligada ao perfil das obras em andamento, variando em função da velocidade e de suas características. Além disso, habitualmente trabalhamos com clientes com um grau de exigência técnica mais elevado, o que demanda nossa exatidão no cumprimento da programação, na qualidade e na competência de nossos profissionais”, comenta Tannús.

O boom do setor

É nítida a constatação de que com a mudança da economia brasileira nos últimos oito anos, representada pela queda na taxa de juros e a abertura de crédito imobiliário, houve um crescimento acelerado no setor da construção civil. Contribuíram ainda para esse boom os incentivos do governo, aliados a programas sociais, como o “Minha Casa Minha Vida”, enfim, promovendo desenvolvimento e gerando reflexos positivos em toda a economia.

Segundo Tannús, esses reflexos também foram positivos para a economia da Conel, que tem obras e projetos em andamento espalhadas por várias regiões brasileiras, com destaque para as regiões Sul (estado do Paraná) e Centro-Oeste (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul). Nesse contexto, a Conel construiu centenas de obras pelo país, como a fábrica da Mitsubish, na cidade de Catalão, em Goiás, e o Terminal de Gás da Petrobrás, no Espírito Santo. Em Uberlândia, entre os empreendimentos realizados, estão o Residencial Rossi Piazza e a unidade da Sadia BR Foods, entre inúmeras outras.
Para Tannús, esse boom do setor é positivo não só para as empresas do setor da construção civil, mas para toda a população, pois é a constatação de que o governo brasileiro tem demonstrado empenho em proporcionar melhores condições de moradia às populações, tanto de cidades médias como de pequenas e grandes, além de gerar empregos e fortalecer a economia.

Contudo, o diretor-presidente da Conel é consciente ao afirmar que “mesmo com tantas obras em andamento e a crescente oferta de imóveis, o déficit habitacional e de infraestrutura no Brasil ainda é grande, um problema social que tem muito a caminhar e soluções urgentes a serem tomadas pelo governo brasileiro”, ressalta Tannús.

Com certa dose de cautela, Tannús afirma não temer uma retração ou estagnação no mercado da construção civil, nem tampouco que o Brasil possa correr o risco de também sofrer uma “bolha” no setor, como aconteceu com os Estados Unidos no fim da década passada. “O fenômeno que se deu por lá esteve intrinsecamente ligado à falta de regulação do mercado financeiro, o que não ocorre aqui. Assim, isso propiciou o excesso de alavancagem por parte da indústria financeira, desaguando na grande crise do mercado imobiliário norte-americano”, reflete o empresário.

Por outro lado, o empresário admite ameaças que podem atrapalhar o desempenho do setor e destaca a escassez de mão de obra para suprir a intensa demanda atual, mas aponta uma das soluções para evitar que isso aconteça. “Para se chegar à grande nação que ambicionamos ser, acredito que o Brasil precisa investir forte em educação, tanto formal quanto técnica” aponta.

Enquanto isso, a Conel segue precavida e tentando cumprir ao menos o dever de casa. A empresa mantém um exaustivo trabalho de planejamento que visa a eliminar a sazonalidade. E para reduzir impactos externos, o planejamento comercial e financeiro é uma ferramenta fundamental para evitar flutuações indesejáveis que possam vir a afetar os negócios da empresa, que vê o presente como o melhor momento para crescer e consolidar seus objetivos: empreender e construir de forma concreta e segura, desenvolvendo excelentes negócios e excelentes obras. “A evolução da indústria da construção civil tem sido fantástica. A empresa que não tem conseguido acompanhar o ritmo sucumbe”, observa Tannús, enfatizando a sustentabilidade, que tem sido alvo constante no trabalho da Conel juntamente com os seus clientes/parceiros.

Particularidades

Falando em parceria, os parceiros que a Conel cultiva há anos são um diferencial que Sérgio Tannús faz questão de ressaltar, bem como a transparência nas relações com os grandes clientes, como Irmãos Kehdi, Martins, Grupo Algar, Arcom e Cocal, todas empresas de Uberlândia. “Isso reflete seriedade e competência, além do que, o trabalho executado com grandes grupos internacionais, como Mitsubishi, Suzuki e ADM, mantém a Conel sempre atualizada com o que existe de mais moderno no mercado da construção civil, o que reflete nos demais projetos empreendidos a outros clientes espalhados pelo país”, comenta o empresário.

Inaugurada em 1998, a fábrica da Mitsubishi em Catalão é uma obra que leva a assinatura da Conel Construtora

Entre as ocupações inerentes aos cargos de engenheiro e empresário, Tannús ainda é diretor da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub). Já foi membro da comissão de Infraestrutura e Privatização da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), diretor da Associação Mineira de Empresas de Obras Públicas e integrante do Conselho Fiscal do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-TAP) do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Também apoia programas de responsabilidade social, como o Menor Aprendiz, o que para ele é uma “pequena forma de retribuir o que Uberlândia representa e fez pela Conel”, diz.

Residencial Rossi Piazza, construído em sistema de parceria pela Conel ao lado do Campus Santa Mônica, da Universidade Federal de Uberlândia: são 348 apartamentos, de 2 e 3 quartos, numa área de 24 mil metros

A vitoriosa carreira de Sérgio Tannús acabou por lhe render alguns reconhecimentos. No primeiro semestre deste ano, ele foi agraciado em Belo Horizonte pelo Sistema Fiemg com o Mérito Industrial de 2012. Recentemente, em Uberlândia, recebeu ainda o título de Industrial do Ano, conferido pela Fiemg Regional Vale do Paranaíba. Antes, em sua trajetória como empresário, ele já fora alvo de outras homenagens, entre as quais, o recebimento da Comenda Augusto César, maior honraria concedida pelo município de Uberlândia a um cidadão.

ALGUMAS OBRAS REALIZADAS PELA CONEL DE SÉRGIO TANNÚS

Fábrica da Mitsubishi (Catalão/Goiás)
Fábrica da Suzuki ((Itumbiara/GO)
ADM do Brasil Ltda. (Uberlândia/MG)
Alusa-Petrobras (Anchieta/ES)
Satipel Industrial (Uberaba/MG)
John Deere (Catalão/GO)
Hospital Santa Marta (Uberlândia/MG)
Sadia-BR Foods (Uberlândia/MG)
Suécia Veículos (Uberlândia/MG)
Expansão Center Shopping (Uberlândia/MG)
Usina Termoelétrica de Três Lagoas (obras de Infraestrutura)
Usina Termoelétrica de Pernambuco (infraestrutura)
Residencial Rossi Piazza (Uberlândia/MG)
Edifício Ile de France (Uberlândia/MG)
Edifício Helbor Renaissance (Uberlândia/MG)
Edifício Barão 177 (Uberlândia/MG)*

(*) Obra em andamento