Negócios

Revista Mercado Edição 52 - julho 2012

Mulheres já são 48% dos proprietários de franquias

Da Redação/Atitude Press

Os dados são de um estudo feito pela Rizzo Franchise, consultoria que estuda o segmento de franchising, que já representa 2,8% do Produto Interno Bruto Nacional

Adriana da Mata, franqueada da Empada Brasil, está entre as mulheres que fizeram crescer as estatísticas da presença feminina no comando de franquias no país

O setor de franquias cresceu 16,9% em 2011, acumulando um faturamento superior a R$ 88 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Essa expansão tem atraído cada vez mais a presença feminina no comando de franquias, em que as mulheres já representam 48% entre os proprietários de unidades das mais de duas mil redes presentes no país. Empada Brasil, Ecojardim, Doutor Resolve, LaserStar e Seguralta são alguns dos exemplos. Confiança na marca, possibilidade de atuar em um setor em alta no mercado e desejo de abrir um negócio próprio são as características que mais chamam atenção das empreendedoras.
Adriana da Matta é parte dessa estatística. A empresária possui duas lojas e três quiosques da Empada Brasil na capital paulista há sete anos. “Nós, mulheres, somos mais cuidadosas com os negócios, o que se reflete no sucesso das empresas”, afirma. “A mulher consegue, com jeitinho, tirar o melhor de seus funcionários”, complementa. Criada em 1999 por uma família mineira, a rede de empadarias está em constante expansão.
A ideia de Adriana, de investir na gestão de pessoas para conferir qualidade ao negócio, é a mesma estratégia adotada por Simone Franceto, de Piracicaba, interior de São Paulo, que começou no início deste ano suas atividades com a Ecojardim, microfranquia especializada em cuidar da nutrição e da beleza dos jardins. “Trabalhei durante cinco anos em uma empresa de tecnologia, mas sempre gostei de natureza e quis ter um negócio próprio. A Ecojardim permitiu aliar as duas coisas e tem sido uma experiência muito boa”, diz a franqueada.

Simone Franceto investiu na abertura da Ecojardim, microfranquia especializada em cuidar da nutrição e da beleza de jardins

Outro exemplo de profissional que trocou o emprego por um negócio próprio é o de Silvia Camilo. Ela deixou o cargo de executiva de contas em uma multinacional de vendas e montou sua franquia da Seguralta, primeira e única rede de franquias do setor de seguros no Brasil. “Escolhi a franquia porque nunca ficamos sozinhos no negócio. A marca dá todo o suporte”, diz a franqueada, que escolheu a área de seguros por ser uma das que mais crescem no país.
Além de confiança na bandeira que está sendo franqueada e da afinidade com a área de negócio, também chama atenção das empreendedoras a possibilidade de atuar em uma área que esteja em um bom momento de mercado, como é o caso dos setores da construção civil e de beleza. Silvia Saidah, de 34 anos, por exemplo, montou uma franquia da marca Doutor Resolve, empresa que presta serviços gerais como instalação de pias, pintura de paredes, desentupimento de canos e instalações elétricas. Em poucos meses de atuação, ela já possui 15 funcionários e não reclama do movimento em sua unidade, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Boa parte do quadro de funcionários é composta por mulheres, o que para ela é também uma vantagem, pois avalia que a atuação feminina nesse tipo de serviço acaba sendo uma garantia a mais de qualidade.

“Escolhi a franquia porque nunca ficamos sozinhos no negócio. A marca dá todo o suporte”

(Silvia Camilo, franqueada da Seguralta)

Giani Fernandes, de Florianópolis, Santa Catarina, é outro exemplo. Há um ano ela apostou no setor de beleza e inaugurou sua franquia da LaserStar, especializada em fotodepilação. Para ela, a administração feminina tem sido o segredo de sucesso do seu negócio. “Não gosto de ficar escondida o tempo todo em um escritório, e a franquia da LaserStar permitiu que eu tivesse uma participação em todas as áreas”, afirma.