Cidades

Revista Mercado Edição 53 - agosto 2012

Araguari 124 anos – nos trilhos da história

Por Enivaldo Silva - Edição Evaldo Pighini

O historiador Honor Machado tem muita história boa para contar da Araguari do passado

O jeito típico de cidade interiorana já há alguns anos vai cedendo espaço para os traços modernos das metrópoles. As portas de correr e a pouca luz interior das lojas é coisa do passado. Agora as vitrines são bem montadas, com iluminação especial e decorações cada vez mais atrativas para despertar desejos de consumo e que dão a dimensão da transformação à qual a cidade está submetida. Os antigos armazéns, com suas cadernetas de anotações, praticamente não existem mais. A amizade, a boa conversa e a confiança nesse modelo antigo de comércio foram trocadas, sistematicamente, pela frieza das máquinas que cobram por centavo e não aceitam contrapropostas. Porém, a dureza das máquinas cada vez mais eficientes e precisas não mudou hábitos e costumes antigos do araguarino: a cordialidade, a gentileza, a alegria e a receptividade ainda resistem ao tempo e parecem longe de sucumbir.
A realidade atual de Araguari, que completa neste mês 124 anos de existência, é essa: a vida segue em ritmo cada vez mais acelerado numa cidade que ainda abriga um povo hospitaleiro e conserva prédios históricos, mas que aos poucos vão se curvando ao progresso cada vez mais altivo e desafiador.

Contudo, ainda restam os saudosistas, aqueles que relembram os tempos áureos de Araguari, mas que querem a cidade cada vez mais pujante. Aos 87 anos, o aposentado Honor Machado é uma dessas pessoas. Dentista aposentado e historiador, ele ainda guarda na memória momentos marcantes de Araguari. Para ele, alguns acontecimentos merecem destaque. O mais importante na linha do tempo foi a implantação da estrada de ferro, que tornou o município o mais importante da região no início do século passado. “Numa verdadeira odisseia, conquistada a explosivos e picaretas, muares e carroças, a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro anuncia sua chegada no ano de 1912. Foi um marco no desenvolvimento de Araguari. Um ano depois, era inaugurada a empresa ‘Força e Luz de Araguari’, que nos trouxe a energia elétrica”, conta Honor Machado.
Em 28 de setembro de 1926, 20 anos após a invenção do avião pelo mineiro Alberto Santos Dumont, a primeira aeronave sobrevoa os céus de Araguari e pousa num aeroporto provisório, nas imediações de onde se encontra instalado o 11º Batalhão de Engenharia de Construção – o Batalhão Mauá. “Aquilo foi um deus nos acuda. Teve gente que só faltou quebrar o pescoço. Diziam até que era trem do capeta. Mais tarde, em 1929, era inaugurado, por Vicente Cardoso, o primeiro cinema, que levava nome de Eden Cinema, outro acontecimento fantástico para a época”, contou.

O prédio da antiga estação ferroviária de Araguari em dois tempos: na década de 1920 e hoje, transformada em sede do governo municipal

A fundação de Goiânia, em 1937, interferiu diretamente no desenvolvimento do município. Parte dos trabalhadores, principalmente da construção civil, além de pequenos empreendedores, mudaram-se para lá, atraídos pelas novas oportunidades. Um duro golpe para o crescimento local. O pior estava por vir. Com a fusão da Mogiana e da Goyaz, que passaram à Rede Ferroviária Federal S.A (REFFESA), ocorreu a transferência das oficinas da companhia para Goiânia. Cerca de três mil famílias seguiram o mesmo destino, segundo políticos da época. O comércio sentiu a perda e demorou a se reerguer. A construção de Brasília, em 1960, também levou parte da população economicamente ativa. Uma nova fase de desenvolvimento só veio em 1965, com a chegada do 11º Batalhão de Engenharia de Construção – Batalhão Mauá, que teve a missão de promover a integração da nova Capital Federal ao sistema ferroviário nacional.
Fausto Fernandes de Melo, prefeito de Araguari por dois mandatos (1967/1971 e 1977/1981), conta que a situação só foi de fato revertida com a vinda do Batalhão Mauá, durante mandato do então prefeito Miguel Domingos de Oliveira, do qual ele foi sucessor. “A chegada do Batalhão representou um novo ânimo para a economia local. Ele veio para construir a ligação férrea Araguari/Brasília”, conta o ex-prefeito.

O lago da Usina Hidrelétrica de Emborcação, cuja construção é lembrada pelo ex-prefeito de Araguari, Fausto Fernandes de Melo

Foi nesse período também, no segundo mandato de Fausto Fernandes, que Araguari protagonizou um fato curioso. Havia um projeto em execução pelo Governo Federal de ligação da ferrovia Celso Bueno (MG) a Catalão (GO), passando por Monte Carmelo, Cascalho Rico e Grupiara. Coincidia com a construção da Usina Hidrelétrica de Emborcação. De acordo com o projeto original, a linha férrea passava exatamente sobre o lago, que atingiu proporções de profundidade bem acima do esperado pelos engenheiros, fato que gerava dificuldades de execução da obra, aumento de custo e, provavelmente, a importação de equipamentos da Europa.
Sabendo disso, o então prefeito Fausto Fernandes apresentou um projeto ao Governo Federal, com apoio técnico do Batalhão Mauá, fazendo a ligação até Araguari. “Naquele momento, a construtora já estava instalada em Grupiara e fazia as primeiras sondagens de solo. Minha proposta era muito atraente, porque era possível construir a via férrea sem a execução de obras de arte (pontes e viadutos) de grande relevância, o que barateava e agilizava a conclusão. O governo imediatamente acatou nosso projeto. Por causa disso fui, por longo tempo, persona non grata nesses municípios”, conta o ex-prefeito.

O jornalista e radialista Odilon Neves viveu e registrou boa parte da história esportiva araguarina

O jornalista e radialista Odilon Neves, aos 72 anos, vivenciou e registrou boa parte da história de Araguari. Entre os fatos, orgulha-se de ter sido um dos precursores do rádio na cidade. Foi o locutor oficial do evento que anunciava a chegada do Batalhão Mauá. Mais do que isso, conta com orgulho que fez a transmissão da primeira missa realizada em Brasília, e que foi o locutor que inaugurou a nova capital do país e, também, a chegada da primeira composição férrea.
Ele lembra que a cidade é uma das precursoras da comunicação na região. Destaca, entre outros, o Jornal Gazeta do Triângulo, com 75 anos de fundação. O Botija Parda também circula há várias décadas, assim como ainda existem as Rádios Araguari (Vitoriosa Araguari) e Onda Viva – antiga Cacique AM, onde mantém um programa matinal diário.
Como narrador esportivo, conta que Araguari comandava o esporte especializado, o vôlei e o futsal, porém a força estava no futebol. “Tínhamos grandes times, como o Operário, formado por funcionários da Estrada de Ferro Goyaz, o Amparo, o Regina Pacis – que teve o primeiro campo gramado da cidade, o Escola de Comércio, o Flamengo e o Araguari, que não foi campeão mineiro porque o árbitro não permitiu”, afirma.

“Um dos maiores goleiros que o futebol brasileiro produziu era de Araguari: Valdo “Dromedário”

Gessy Carísio, escritora, faz relatos importantes da cultura e sociedade araguarinas

Em seu entendimento, um dos maiores goleiros que o futebol brasileiro produziu era de Araguari: Valdo “Dromedário”. “Em 1950, esse extraordinário jogador foi contratado pelo América do Rio de Janeiro. Contam que foram jogar contra uma seleção do Uruguai. O placar insistia no 0 a 0, quando o juiz arrumou um pênalti contra o América, que naquela época era um dos melhores times do Rio de Janeiro. Na primeira batida, o Valdo defendeu. Na segunda, da mesma forma. O Ghiggia então assumiu a responsabilidade da batida. Novamente o goleiro defendeu e o juiz encerrou o jogo com o placar sem gols. O Ghiggia foi o autor do gol que deu ao Uruguai o título de campeão da Copa do Mundo de 1950, contra o Brasil, no Maracanã”, contou Odilon Neves.
No currículo de Odilon Neves, está a passagem pela Rádio Educadora de Campinhas (SP). Trabalhou na Rádio Araguari, considerada, à época, uma das maiores emissoras do Brasil, ao lado da Rádio Clube de Pernambuco e da Rádio Cultura de Poços de Caldas. Ajudou na montagem da Rádio Educadora de Uberlândia e atuou também na Rádio Cacique, de Araguari (hoje Onda Viva AM), onde mantém um programa matinal diário. “Recentemente, o Fluminense e o Araguari retornaram ao profissional, fizeram campanhas regulares, porém sem conseguir ingresso na elite do futebol mineiro, assim como a maioria dos times do Triângulo Mineiro. Falta apoio do empresariado local, mas, acima de tudo, é difícil encontrar dirigentes com a mesma vontade e dedicação de antes”, palpitou.

A escritora Gessy Carísio de Paula também relembra momentos gloriosos de sua cidade natal. Nascida em Araguari, formada em Música, em Contabilidade e em Letras, publicou nove livros, parte deles voltada para a literatura infantil, romances, contos e poesias. Membro da Academia de Letras e Artes de Araguari e da Academia de Letras do Triângulo Mineiro, destaca que entre os principais escritores de Araguari estão Geraldo França de Lima, imortal da Academia Brasileira de Letras, e Maria de Lourdes Reis.
Estamos realizando o 43º Concurso Nacional de Contos e Poesias, um dos mais importantes do país. Esse concurso é realizado há 43 anos ininterruptos. Muitos escritores começaram nele.
Na literatura temos grandes nomes, Geraldo França de Lima, Professor Abdala Mameri, Professor Hermenegildo, Patrocínio Valverde, então historiador como Calil Porto, médico e pesquisador, que guardou toda a história de Araguari. Temos também o Museu Histórico Doutor Calil Porto, Maria de Lourdes Reis, poetisa, escritora premiada internacionalmente. Mas temos diversas outras manifestações culturais, como o congado, as festas religiosas e o carnaval. Segundo relato dos historiadores, o carnaval em Araguari teve início em 1907, com ensaios nos folguedos improvisados pelos foliões Vitor Lourenzo e Alfredo Pereira. No ano seguinte, foi conduzido pelo Clube dos Boêmios. Em 1925, a Festa de Momo já tomava conta da então Praça Francisco Sales – hoje Praça Manoel Bonito, com muitas serpentinas multicores, confetes esvoaçantes e lança-perfumes. O Clube Recreativo Araguarino é tido pelos saudosos como promotor dos melhores carnavais da época. Atualmente, o carnaval de rua da cidade ganhou novo formato; além das tradicionais escolas de samba, foram introduzidos shows de bandas do gênero e duplas sertanejas: Afochés da Nova República, Unidos do Paraíso, Arrastão do Bairro Miranda, Acadêmicos do Futuro, Unidos do Maria Eugênia e Brasília e Mocidade Independente de Araguari.

O prédio do Clube Recreativo ontem e hoje: o local que já foi palco de grandes carnavais da cidade ainda mantém a estrutura original

Com o fortalecimento do ensino superior, incluindo a criação do Curso de Medicina, Marketing e Propaganda, Direito, Normal Superior e outros, vieram também novas oportunidades. A cidade, acostumada a exportar alunos para outras cidades, vê seus jovens se formarem em seu próprio ambiente e assiste à chegada de milhares de universitários vindos de várias regiões do Brasil. Movimentou o setor imobiliário, que investe em empreendimentos para acomodar os migrantes. Pipocaram comércios do setor de alimentação e de serviços especializados. A cidade continua atraindo lojas de grandes redes, mas um detalhe não passa despercebido: o crescimento do exigente setor de franquias. Acabam de se instalar lojas como Cacau Show, Brasil Cacau, Girafas, Subway, Lojas Americanas e outras. “É um indicativo de que a cidade está em franco crescimento e tem espaço para crescer ainda mais. O setor de serviços, ligado ao turismo e ao lazer, começa a se destacar também”, explica o promoter e palestrante Johnny Silva.
Considerada uma das maiores produtoras de sucos do Brasil, Araguari assistiu à recente união das gigantes Maguary e Dafruta, que agora formam a Empresa Brasileira de Bebidas e Alimentos (EBBA), readquirida pelos fundadores das duas empresas. A Vale também fez um investimento milionário. Construiu e acaba de inaugurar o maior terminal integrador de transbordo de grãos da América Latina, com a criação da subsidiária VLI, aproveitando a localização privilegiada do município, que detém o entroncamento rodoferroviário estratégico e de grande importância para o agronegócio brasileiro.

As modernas instalações das Lojas Americanas são exemplo da invasão futurista no cenário urbano de Araguari

Uma das maiores injustiças do país foi protagonizada em Araguari

Em 1937, início do “Estado Novo” instituído por Getúlio Vargas (1937 a1945), governo com duração de 15 anos seguidos (1930 a 1945), começava em Araguari um período obscuro para os irmãos Joaquim e Sebastião Naves. Um negócio aparentemente sem nenhum elemento surpresa transformaria a vida deles para sempre. Seriam personagens daquele que é considerado o maior erro do judiciário brasileiro, o conhecido “Caso dos Irmãos Naves”.
Era novembro de 1937. Após vender 2.047 sacas de arroz em casca, transportado no caminhão de Joaquim Naves Rosa, Benedito Pereira Caetano desapareceu misteriosamente com a pequena fortuna. Joaquim Naves Rosa, sócio de um caminhão com Benedito e seu irmão Sebastião José Naves, societário de Benedito na compra dos cereais, foram os primeiros a notarem a ausência do comerciante. Diante dos fatos, os irmãos denunciaram o desaparecimento à polícia, que não teve êxito nas investigações. Sem pistas, o delegado Tenente Francisco Vieira dos Santos passou a acusar os irmãos do assassinato do sócio para roubar o dinheiro. Eles foram presos e terrivelmente torturados. Sem conseguir a confissão, o delegado prendeu também a mãe dos acusados, Anna Roza Naves, também torturada e estuprada na frente dos filhos. As esposas dos irmãos também sofreram torturas físicas e psicológicas.

Imagem de um passado que muita gente gostaria de esquecer, mas que trouxe fama ao município: o caso dos irmãos Naves

De acordo com o livro “O Caso dos Irmãos Naves”, do advogado João Alamy Filho, único a assumir a defesa dos irmãos, foram seis meses de terror sem resultados para a polícia. “Nem o vidro moído adicionado à urina dos guardas, que Joaquim teve que beber pra minorar o castigo de sua mãe, nem o suplício das vigas de madeira, nem as unhas arrancadas a alicate e as agulhas quentes que foram introduzidas nos buracos que elas deixaram ao sair, nos dedos dos pés e das mãos, nada, nada parecia fazer com que os Naves confessassem o crime que não haviam cometido”, narra o livro.
Em determinado período, os irmãos, esgotados e sem forças para suportar tanta tortura, principalmente depois que Sebastião perdeu um filho de oito meses vítima de maus-tratos na cadeia, assumiram a versão imposta pela polícia. Era o que faltava para serem levados a julgamento e condenados.
Convencido por Anna Roza, libertada da prisão depois da confissão dos filhos, o advogado João Alamy Filho travou intensa batalha judicial em defesa dos réus. Amparado na falta total de provas, conseguiu a absolvição deles pelo júri popular em Araguari em dois julgamentos consecutivos. No entanto, a promotoria pública recorreu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que condenou os irmãos a 25 anos e seis meses de prisão.
Os Naves foram levados para a Penitenciária de Neves, próxima à cidade de Belo Horizonte. João Alamy impetrou novos recursos e conseguiu a redução da pena para 16 anos e seis meses. Em 19 de setembro de 1946, cumprida metade da pena, ganharam direito à liberdade condicional. Em 28 de agosto de 1949, poucos meses depois de deixar a prisão, Joaquim Naves morreu em decorrência de sequelas das torturas.
Em 1952, o suposto morto, Benedito Pereira Caetano, foi localizado no município de Monte Carmelo (MG). Conduzido a Araguari, ele ficou preso por 12 dias e foi liberado. Não havia como processá-lo por sumir com o dinheiro porque o crime havia prescrito. Ele havia fugido pelos estados de Goiás, São Paulo, Paraná, indo até o exterior, na Bolívia.
Após a elucidação dos fatos, a família recebeu várias homenagens, entre elas, o título de “Mãe Brasileira do Ano” conferido a Anna Roza e entregue pela primeira dama Sara Kubitschek, mulher do presidente Juscelino Kubitschek.
Sebastião Naves faleceu em 18 de março de 1963, aos 59 anos de idade. Três meses depois, no dia 2 de julho, morreu a viúva Anna Roza, que teve 14 filhos.

Advogado e jurista, Neiton de Paiva Neves mantém um vasto arquivo do Caso dos Irmãos Naves, história que até hoje repercute como um dos maiores erros judiciários do país

O advogado Neiton de Paiva Neves, um dos juristas mais respeitados na região, tem um vasto arquivo sobre o caso, além de cópia do processo, do livro e do filme O Caso dos Irmãos Naves, dirigido por Luiz Sérgio Person, do qual participou como ator, ao lado de outros figurantes locais e dos atores consagrados Raul Cortês, Juca de Oliveira, Lélia Abramo, Anselmo Duarte e outros.
Ele analisou o caso para a Revista MERCADO. “Os mais realistas poderiam dizer que não há novidade e que casos assim acontecem ainda hoje pelo Brasil afora, e é verdade. Mas a sina e o sofrimento dos Irmãos Naves, mostrados no filme, foram tragicamente reais, porque o governo ditatorial de Getúlio Vargas suprimiu a liberdade e o estado de direito, inclusive eliminando a soberania do júri e possibilitando a condenação deles pela Instância Superior”, disse.

“Relembrar o caso (Irmãos Naves) e estudá-lo nos cursos universitários é uma forma de preservação dos valores essenciais da vida e do Direito”

Ele explica que a lição a ser extraída da condenação de acusados de terem matado alguém sem que houvesse defunto, confessando o crime martirizados por torturas inimagináveis, não é apenas a de ser uma excrescência jurídica que deve ser sempre lembrada para que não se repita. “Quando as liberdades públicas e as garantias individuais são suprimidas e se instalam governos ditatoriais, censurando a imprensa, aprovando leis de exceção, implantando polícia política, engessando juízos e tribunais, coisas pelas quais já passamos algumas vezes, a maior lição é que ninguém e nada está seguro e qualquer um e todos podem confessar que mataram quem não morreu”, analisa.
Ele lembra que o erro judiciário não ocorreu na Comarca de Araguari, onde por duas vezes os acusados foram absolvidos pelo júri popular. A condenação ocorreu no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, embora não tenham cometido crime algum. “Mais de 15 anos depois de ter sumido, Benedito apareceu vivo e muito vivo, sem o dinheiro que levou. Relembrar o caso e estudá-lo nos cursos universitários é uma forma de preservação dos valores essenciais da vida e do Direito”, concluiu.
Os relatos históricos envolvendo o Caso dos Irmãos Naves podem ser pesquisados no Arquivo Histórico e no Museu Doutor Calil Porto, graças, principalmente, à dedicação das historiadoras Juscélia Abadia Peixoto e Aparecida da Glória Campos Vieira.